Investidores pressionam  AWS por uso de água e energia

A Amazon Web Services (AWS), líder global em computação em nuvem, está no centro de uma crescente pressão de investidores preocupados com o impacto ambiental de seus data centers. O avanço acelerado da inteligência artificial e a expansão massiva da infraestrutura digital elevaram drasticamente o consumo de água e energia e agora os acionistas exigem respostas claras.

Nos últimos anos, a AWS, assim como Microsoft e Google, enfrentou resistência de comunidades locais e até abandonou projetos bilionários de novos data centers. O motivo: preocupações com o uso intensivo de recursos naturais, especialmente em regiões já afetadas por escassez hídrica.

Segundo dados citados por investidores, apenas em 2025 os data centers da América do Norte consumiram quase 1 trilhão de litros de água, volume equivalente à demanda anual da cidade de Nova York. Esse número acendeu um alerta entre gestores de fundos que buscam avaliar riscos ambientais e financeiros associados ao crescimento da IA.

Gestoras como Trillium Asset Management e Green Century Capital Management têm pressionado a AWS e outras big techs por relatórios mais detalhados, incluindo dados por instalação, estratégias de conservação e metas de redução de emissões. A crítica central é a falta de transparência: embora a AWS divulgue números gerais, investidores afirmam que o nível atual de detalhamento é insuficiente para avaliar o impacto real nas comunidades e no meio ambiente.

Além disso, o consumo indireto de água, utilizado na geração de energia que alimenta os data centers, também preocupa. Estudos recentes mostram que a maior parte da água associada à operação de IA não é usada diretamente no resfriamento, mas sim na cadeia energética que sustenta a infraestrutura.

A pressão crescente indica uma mudança no mercado: investidores querem que o crescimento da computação em nuvem e da IA seja acompanhado de responsabilidade ambiental. Para a AWS, isso significa que a sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência estratégica.

Publicado em 07 de abril de 2026
Fontes: Olhar Digital, G1, Avalanche Notícias, InfoMoney